O livro não canônico de 2 Macabeus registra que bem antes da invasão
babilônica, Jeremias “pela fé da revelação, havia desejado fazer-se
acompanhar pela arca e pelo tabernáculo, quando subisse a montanha que
subiu Moisés para contemplar a herança de Deus[quer dizer, Monte Nebo;
veja também Deuteronômio 31:1-4]. No momento em que chegou, descobriu
uma vasta caverna, na qual mandou depositar a arca, o tabernáculo e o
altar dos perfumes; em seguida, tapou a entrada” (2:4-5). No entanto,
“Alguns daqueles que o haviam acompanhado voltaram para marcar o caminho
com sinais, mas não puderam achá-lo. Quando Jeremias soube,
repreendeu-os e disse-lhes que esse lugar ficaria desconhecido, até que
Deus reunisse seu povo e usasse com ele de misericórdia. Então revelará o
Senhor o que ele encerra e aparecerá a glória do Senhor como uma densa
nuvem, semelhante à que apareceu sobre Moisés e quando Salomão rezou
para que o templo recebesse uma consagração magnífica” (2:6-8). Não se
sabe se essa narrativa de segunda mão é correta, mas se for, não
saberemos de certeza o que aconteceu até que o Senhor retorne, como a
passagem fala no final.
Outras teorias sobre onde a Arca perdida pode estar são dadas pelo
rabinos Shlomo Goren e Yehuda Getz, os quais acreditam que a Arca está
escondida embaixo da Montanha do Templo e foi lá enterrada antes que
Nabucodonosor pudesse roubá-la. Infelizmente, o Templo do Monte é onde
se encontra a Cúpula da Rocha, mesquita sagrada de Jerusalém, e a
comunidade muçulmana local se recusa a deixar que o território seja
escavado para tentar achar a Arca. Por isso não podemos saber se os
rabinos estão corretos ou não.
Uma tradição irlandesa bem duvidável acredita que a Arca está enterrada
sob o Monte de Tara na Irlanda. Alguns estudiosos acreditam que essa é a
fonte da lenda irlandesa de “um pote de ouro no fim do arco-íris”.
Lendas mais duvidosas ainda são as de Ron Wyatt e Crotser; Wyatt
afirmando que já viu a Arca da Aliança enterrada sob o Monte Calvário, e
Crotser afirmando que a viu no Monte Pisgah, perto do Monte Nebo. Esses
dois homens não têm qualquer credibilidade com a comunidade
arqueológica, pois nenhum deles pôde apresentar qualquer evidência para
suas teorias.

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