sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

A Guerra do Paraguai


Descrição: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjewwGV30nwdhyacMvW2I2bcMXIplk7Ux7bWvcvI6dW3sAzDoYKS-XCKrQwqW7B7ofDjiAQRiAWNqLVclLqTc3dWUu0SS2Rq46D3OpR2R7nRKqDpQ0M_EWcFvWhuRwd13xg_ME6pbHX1Jgm/s640/01-03-guerra-paraguai-the-history-channel.jpg


                 Maior conflito armado da América do Sul, a Guerra do Paraguai teve início há exatos 150 anos, em 13 de dezembro de 1864, e terminou somente com a morte do líder paraguaio Solano López, em 1º de março de 1870.
O país mobilizou quase toda sua população para a guerra, onde enfrentou o exército da Tríplice Aliança, formada por Brasil, Uruguai e Argentina. A luta estendeu-se por anos, apesar da superioridade econômica e demográfica dos países aliados.
Os motivos que levaram López a declarar guerra ao Brasil são controversos. No entanto, os estudiosos concordam que o conflito teve consequências que ainda não foram superadas pelo Paraguai. Além de perder parte de seu território, o país teve sua infraestrutura destruída e viu o extermínio da quase totalidade de sua população. Ainda hoje, o país encontra-se atrasado em relação ao desenvolvimento de seus vizinhos. Entenda o desenrolar da guerra, com um resumo dos principais fatos até a morte de Solano López:


Maio de 1864 - Brasil envia representante ao Uruguai, que vivia uma guerra civil, para discutir as ameaças sofridas por cidadãos brasileiros em território uruguaio. Os brasileiros que tinham fazendas no interior reclamavam que sofriam assaltos violentos.
18 de junho de 1864 - Enviados do Brasil, Argentina e Inglaterra se reúnem para mediar o fim da guerra civil no Uruguai, com representantes tanto do governo oficial, de Atanásio Aguirre, quanto do chefe da rebelião, Venâncio Flores. Não há acordo e a guerra civil continua.
Agosto de 1864 - Governo brasileiro ameça intervir militarmente no Uruguai, caso o governo não puna os responsáveis pela violência contra brasileiros no país. Em nota enviada a diplomatas brasileiros, governo do Paraguai protesta contra qualquer invasão do território do Uruguai. 
30 agosto de 1864 - Uruguai rompe relações diplomáticas com o Brasil.
12 de outubro de 1864 - Brasil invade o Uruguai.
12 de novembro de 1864 - Em retaliação à invasão brasileira ao Uruguai, Paraguai apreende o vapor brasileiro Marquês de Olinda.
13 de dezembro de 1864 - O líder paraguaio Solano López declara guerra ao Brasil.

27 e 28 de dezembro de 1864 - Exército paraguaio ataca o forte Coimbra, atualmente na região de Mato Grosso do Sul.
Janeiro de 1864 - Exército paraguaio invade Corumbá, Miranda e Dourados.
7 de janeiro de 1865 - Decreto nº 3.371, do Império do Brasil, cria os Corpos de Voluntários da Pátria. São prometidas recompensas para quem se voluntariar à luta.
21 de janeiro de 1865 - Decreto nº 3.383, do Império do Brasil, convoca a Guarda Nacional para se juntar ao Exército. Era composta por cerca de 440 mil homens, mas pouco mais de 40 mil participaram do combate. Na época, o alistamento na Guarda tinha a função de mostrar status social.
1º de maio de 1865 -  Assinatura do Tratado da Tríplice Aliança por Brasil, Argentina e Uruguai.
Junho de 1865 -  Exército paraguaio invade o Rio Grande do Sul e ocupa Uruguaiana.
11 de junho de 1865 - Batalha do Riachuelo, em que a Marinha paraguaia é derrotada pelas
forças aliadas.

18 de agosto de 1865 - Soldados paraguaios em Uruguaiana se rendem.
16 de abril de 1866 - Exército aliado na Argentina cruza o rio Paraná e invade o Paraguai,
onde inicia marcha rumo à fortaleza de Humaitá.

24 de maio de 1866 - Batalha de Tuiuti, que é considerada a mais importante e uma das mais sangrentas da guerra. O exército paraguaio atacou os soldados da Tríplice Aliança que seguiam para Humaitá. Apesar das inúmeras mortes, os aliados venceram.
12 de setembro de 1866 - López pede encontro com Bartolomeu Mitre, governante da Argentina. Os dois se reúnem, mas não há acordo para o fim da guerra.
22 de setembro de 1866 - Exército da Tríplice Aliança ataca fortaleza de Curupaiti, mas é
derrotado pelos paraguaios. Foi a maior derrota aliada.

6 de novembro de 1866 - Decreto nº 3.725-A, do Império do Brasil, liberta escravos que servissem no exército contra o Paraguai.
Abril e maio de 1867 - Tropas aliadas invadem o Paraguai rumo à fazenda Laguna, mas são atacadas pelos paraguaios e obrigadas a recuar. Episódio é conhecido como Retirada da Laguna.

Igreja de Humaitá destruída (Foto: Fundação
Biblioteca Nacional)

Julho de 1867 - Tropas brasileiras partem em direção a Humaitá, para atacar a fortaleza.
15 de agosto de 1867 - Esquadra do governo imperial segue pelo rio Paraguai e ultrapassa a
fortaleza de Curupaiti, mas não tenta passar por Humaitá. Permanece seis meses entre as duas fortalezas e, apesar de bombardeá-las, não consegue destruí-las.

3 de março de 1868 - López deixa a Fortaleza de Humaitá e arma quartel-general em San
Fernando, distante cerca de 10 quilômetros.

25 de julho de 1868 -Exército aliado toma posse da Fortaleza de Humaitá.
Dezembro de 1868 -  Paraguaios são derrotados nas batalhas de Itororó, Avaí, e Lomas Valentinas, no que ficou conhecido por “dezembrada”.
1º de janeiro de 1869 - Tropas brasileiras invadem e saqueiam Assunção.
5 de maio de 1869 - Fundição de Ibicuí, onde eram feitas as armas do exército paraguaio, é
destruída.

16 de agosto de 1869 -  Batalha de Acosta-Ñu, em que 20 mil soldados da Tríplice Aliança
enfrentam e vencem as tropas formadas por 6 mil paraguaios, em sua maioria idosos e crianças. Em homenagem às vítimas, 16 de agosto se tornou o Dia das Crianças no Paraguai.


1º de março de 1870 -  Solano López é morto em Cerro Corá. O líder paraguaio foi ferido com um golpe de lança pelo brasileiro José Francisco Lacerda, o Chico Diabo, e foi atingido por um tiro de fuzil. A morte de López encerra a guerra.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

O maior FILHO DA PU... da História do Brasil!!

           



        Arthur da Costa e Silva nasceu no dia 3 de outubro de 1899 em Taquari, Rio Grande do Sul. Filho de portugueses, estudou no colégio Militar de Porto Alegre, na Escola Militar do Realengo, no Rio de Janeiro, na Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais da Armada e na Escola de Estado-Maior do  Exército. Fez parte do movimento tenentista em 1922, quando foi preso e anistiado, e dez anos mais tarde, em 1932, participou da Revolução Constitucionalista que aconteceu em São Paulo.
        Já envolvido na política, fez parte do grupo do exército na embaixada do Brasil, na Argentina (1950-1952). Foi promovido a general de divisão em 1961 e liderou o comando do 4º Exército, em Recife (1961-1962). Ao lado de Castello Branco, Costa e Silva foi um dos principais articuladores do golpe de 1964, que depôs o presidente João Goulart, e fez parte da junta batizada de Comando Supremo da Revolução, formada pelo brigadeiro Correia de Melo e do almirante Augusto Rademaker.
O governo Costa e Silva (1967-1969), consolidou a ditadura no Brasil. Nesse período foram cessadas totalmente as liberdades democráticas. Assim que ele assumiu o governo, aumentou a repressão policial e acabou com possíveis oposições ao regime. A justificativa do presidente Costa e Silva para a permanência dos militares no poder era que havia muita oposição naquele momento.

A oposição enfrentada por Costa e Silva era estabelecida por três frentes:
Frente Ampla
Composta por políticos importantes como João Goulart e Juscelino Kubitschek. Essa frente recebeu também o apoio de políticos que haviam incentivado o golpe militar e que, naquele momento, discordavam dos rumos da ditadura. A Frente Ampla exigia do governo a anistia, assembleia constituinte e o retorno das eleições diretas. Eles também procuraram apoio junto aos sindicatos para obter o apoio popular. 
Grupos e Organizações de Esquerda
Após o Golpe Militar, o Partido Comunista Brasileiro (PCB) deu origem a diversos grupos e organizações de esquerda que eram a favor de um sistema socialista no país. O PCB defendia uma implantação pacífica do regime socialista; entretanto, havia os grupos de esquerda separados e esses defendiam a chamada “luta armada”, com interesse em retirar a ditadura do militar do poder.
Movimento Estudantil
A última frente que era contra Costa e Silva surgiu nas Universidades. Com o crescimento das vagas, também aumentou o número de estudantes nesse nível. Eles exigiam o retorno da democracia e eram contrários às decisões do Ministério da Educação. Com a organização dos estudantes, formou-se um forte Movimento Estudantil que tinha, entre os seus líderes, praticantes da esquerda. Após o golpe, o governo militar colocou a UNE (União Nacional dos Estudantes) na clandestinidade; porém, ela coordenava o movimento estudantil em todo o país, até mesmo na ilegalidade.
Em 1968, havia diversos movimentos que eram opositores do governo militar. A Frente Ampla realizava comícios e passeatas e conseguiram apoio até mesmo junto às Forças Armadas. Por outro lado, o movimento estudantil organizava-se e realizava vários protestos, sendo que o mais importante deles foi a passeata dos Cem Mil que ocorreu no Rio de Janeiro. Além disso, as organizações guerrilheiras atuavam nos grandes centros, fazendo com que os militares radicais solicitassem uma atitude do governo.
Em resposta a essas diversas oposições, o presidente fechou o Congresso Nacional e editou o AI-5. Com esse Ato Institucional, foram suspensas todas as liberdades democráticas e os direitos constitucionais, dando permissão à polícia para efetuar investigações, perseguições e prisões sem que fosse necessário solicitar um mandato judicial. Com essa suspensão, várias violações aos direitos humanos foram cometidas.
O mandato de Costa e Silva foi interrompido porque ele foi acometido por um derrame cerebral. O seu vice, Pedro Aleixo, por ser um civil, não tomou posse. Sendo assim, foi organizada uma Junta Militar com o Exército, Aeronáutica e a Marinha para assumir de forma provisória o governo. O afastamento de Costa e Silva somente foi solucionado com a escolha do general Emílio Garrastazu Médici para ser o novo presidente do regime militar.
              Nomeado para o ministério da Guerra durante a gestão de Castello Branco (1964-1966), afastou-se do cargo para candidatar-se às eleições indiretas pelo Arena (Aliança Renovadora Nacional). Foi eleito presidente da República em 3 de outubro, mediante abstenção de toda a bancada da oposição composta por políticos do MDB (Movimento Democrático Brasileiro).
                   Tomou posse no dia 15 de março de 1967. O período de seu governo foi marcado por forte agitação política, com importantes movimentos populares e políticos de oposição, como a Frente Ampla, liderada por Carlos Lacerda e apoiada por Juscelino Kubitschek e João Goulart. Este movimento tinha como proposta a redemocratização, anistia, eleições diretas para presidente e uma nova constituinte. Os protestos populares foram intensificados em 1968, com manifestações estudantis denunciando falta de verbas e oposições contra a privatização do ensino público. Como resposta às críticas, Costa e Silva instituiu o polêmico AI-5, que conferia ao presidente da República poder para fechar o Parlamento, cassar políticos e professores, indicar governadores e prefeitos. A economia apresentou crescimento durante o período, tanto na área industrial quanto na facilidade de crédito, política salarial e estabilidade na inflação. Delfim Netto foi o Ministro da Fazenda.

           Em agosto de 1969, Costa e Silva sofreu uma trombose cerebral e foi afastado do cargo, sendo substituído por uma junta militar. Faleceu no Rio de Janeiro, em 17 de dezembro de 1969.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Malleus Maleficarum





        O Malleus Maleficarum, ou Martelo das Bruxas, é um livro escrito em 1486 por dois monges dominicanos: Heinrich Kramer e James Sprenger. 

       O Malleus Maleficarum é uma espécie de manual que ensinava os inquisidores a reco
nhecerem as bruxas e seus disfarces, além de identificar seus supostos malefícios, investigá-las e condená-las legalmente. Além disso, também continha instruções detalhadas de como torturar os acusados de bruxaria para que confessassem seus supostos crimes, e uma série de formalidades para a execução dos condenados. 

        O tratado afirmava ainda que as mulheres deveriam ser as mais visadas, pois são naturalmente propensas à feitiçaria. 
O livro foi amplamente usado por supostos "caçadores de bruxas" como uma forma de legitimar suas práticas.

       Alguns itens contidos no Malleus Maleficarum que tornavam as pessoas vulneráveis à ação da Santa Inquisição:
• Difamação notória por várias pessoas que afirmassem ser o acusado um Bruxo.
• Se um Bruxo desse testemunho de que o acusado também era Bruxo.
• Se o suspeito fosse filho, irmão, servo, amigo, vizinho ou antigo companheiro de um Bruxo.
• Se fosse encontrada a suposta marca do Diabo no suspeito.

Foto: Malleus Maleficarum

O Malleus Maleficarum, ou Martelo das Bruxas, é um livro escrito em 1486 por dois monges dominicanos: Heinrich Kramer e James Sprenger. 

O Malleus Maleficarum é uma espécie de manual que ensinava os inquisidores a reconhecerem as bruxas e seus disfarces, além de identificar seus supostos malefícios, investigá-las e condená-las legalmente. Além disso, também continha instruções detalhadas de como torturar os acusados de bruxaria para que confessassem seus supostos crimes, e uma série de formalidades para a execução dos condenados. 

O tratado afirmava ainda que as mulheres deveriam ser as mais visadas, pois são naturalmente propensas à feitiçaria. 
O livro foi amplamente usado por supostos "caçadores de bruxas" como uma forma de legitimar suas práticas.

Alguns itens contidos no Malleus Maleficarum que tornavam as pessoas vulneráveis à ação da Santa Inquisição:
• Difamação notória por várias pessoas que afirmassem ser o acusado um Bruxo.
• Se um Bruxo desse testemunho de que o acusado também era Bruxo.
• Se o suspeito fosse filho, irmão, servo, amigo, vizinho ou antigo companheiro de um Bruxo.
• Se fosse encontrada a suposta marca do Diabo no suspeito.

Fonte: tuathalunar.blogspot.com.br



O “Malleus Maleficarum”, em latim, ou Martelo das Bruxas é, talvez, o principal manual de diagnósticos para bruxas na época da Inquisição. Esse manual
foi publicado pela primeira vez em 1487 na Alemanha e dividia-se em três partes: reconhecimento de uma bruxa e seus disfarces, tipos de malefícios e, por fim, os procedimentos de condenação a serem seguidos quando uma bruxa fosse capturada.

Foi escrito por dois inquisidores, Heinrich Kraemer e James Sprenger, que se basearam nas declarações do Papa Inocêncio VIII em Summis desiderantes, o documento papal mais expressivo sobre bruxaria.

Inicialmente o Martelo das Bruxas foi reprovado pela Faculdade de Teologia da Universidade de Colônia, Alemanha, em 9 de maio de 1487, por ser antiético e violento. Assim, através de uma falsa nota de apoio da Universidade, Kraemer passou a distribuir edições do Malleus Maleficarum.

Pouco tempo depois da distribuição de edições, a Igreja proibiu o livro, colocando-o na Lista de Obras Proibidas (Index Librorum Prohibitorum). Ainda assim, com a suposta aprovação colocada no início do livro, as publicações continuaram e o livro foi ganhando fama.

O livro produziu um profundo impacto no julgamento de pessoas acusadas de bruxaria e pactos com demônios pela Igreja durante 200 anos, com máxima expressividade entre os séculos XVI e XVII.

Apesar de sua grande fama, o livro nunca foi usado oficialmente pela Igreja Católica.

O livro é vendido ainda hoje nas livrarias, com traduções para o Português.




Pombo GI Joe


       Era dia 18 de outubro de 1943, Segunda Guerra Mundial, e os americanos estavam preparando um bombardeio à Vila Colvi Vechia (Itália) para impedir a invasão das tro
pas alemãs por terra. Contudo, os alemães já haviam abandonado a região e, assim, os ingleses alcançaram a vila sem dificuldade.

       Entretanto, os americanos continuaram com os bombardeios e, assim, a tropa inglesa precisava informá-los para suspender os bombardeios. Todos os equipamentos de comunicação falharam e, então, como última medida, utilizaram o pombo GI Joe, que carregava uma mensagem pedindo para suspenderem os ataques o quanto antes, para evitar a morte dos soldados e dos habitantes da vila.

       O pombo voou aproximadamente 20 milhas (30 quilômetros) em apenas 20 minutos, carregando a mensagem. Finalmente o ataque foi suspenso, impedindo que mais de 1000 soldados ingleses morressem no bombardeio.Em 1946, GI Joe, pombo USA43SC6390, foi condecorado com a medalha Dickin PDSA.

GI Joe morreu no Jardim Zoológico de Detroit com 18 anos.

O usuário Vinícius Tamelline nos sugeriu, ainda, uma reportagem muito interessante sobre a descoberta de uma ossada de pombo utilizado durante a Segunda Guerra, carregando uma mensagem, provavelmente, “Top Secret”. Especialistas ainda estão tentando decodificá-la.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

20 fatos sobre a morte de Jesus C. na cruz


Símbolo máximo do cristianismo, a cruz é associada a Jesus Cristo e vista em igrejas e altares. Nesta postagem, vamos apresentar 20 fatos sobre a morte de Jesus Cristo na cruz, sob um ponto de vista menos religioso, e mais científico. Você vai saber como a cruz era utilizada na antiguidade como método de execução. Além disso, vai conhecer o que ocorreu com o corpo de Jesus durante o processo de crucificação.

Imagem de cruz romana

- A crucificação foi um método de execução cruel utilizado na Antiguidade e comum tanto em Roma quanto em Cartago. Abolido no século IV, por Constantino, consistia em torturar o condenado e obrigá-lo a levar até o local do suplício a barra horizontal da cruz, onde já se encontrava a parte vertical cravada no chão.
- Uma vez posto na cruz, de braços abertos, o condenado era amarrado e pregado na madeira pelos pulsos e pelos pés e morria, depois de horas de exaustão. A morte ocorria por parada cardíaca ou asfixia, pois a cabeça pendida sobre o peito dificultava a respiração.
- Acredita-se que a crucificação foi criada na Pérsia, sendo trazido no tempo de Alexandre para o Ocidente, sendo então copiado dos cartagineses pelos romanos. Neste ato combinavam-se os elementos de vergonha e tortura, e por isso o processo de crucificação era olhado com profundo horror.
- O castigo da crucificação começava com flagelação, depois do criminoso ter sido despojado de suas vestes. Na ponta do açoite, os soldados fixavam pregos, pedaços de ossos, e coisas semelhantes, podendo a tortura do açoitamento ser tão forte que às vezes o flagelado morria em consequência do açoite.
- Para abreviar a morte, os torturadores às vezes fraturavam as pernas do condenado, removendo totalmente sua capacidade de sustentação. No entanto, era mais comum a colocação de “bancos” no crucifixo, o que fazia com que a vítima vivesse por mais tempo. Nos momentos finais, falar ou gritar exigia um enorme esforço.
Jesus Cristo na cruz
- A crucificação é geralmente associada à Jesus Cristo que, segundo as escrituras, teria sido morto desta forma. Considerando o que é narrado nos Evangelhos, alguns pesquisadores, como Jim Bishop, analisaram cientificamente como foi o sofrimento de Jesus, desde de sua captura, até a sua morte.
- De acordo com os Evangelhos, no jardim do Getsêmani, Jesus Cristo suou gotas de sangue. Segundo a medicina, sob um grande stress emocional, vasos capilares nas glândulas sudoríparas (responsáveis pela transpiração) podem partir, misturando sangue com suor. Este fenômeno raro é chamado de hematidrose.
- Após ser levado à presença de Caifás e, posteriormente, de Pilatos, Jesus Cristo foi condenado. Em seguida, foi levado para ser torturado e flagelado. O açoite usado na flagelação era descido com toda a força vez após outra nos ombros, costas e pernas do condenado.
- No primeiro contato, o açoite cortava apenas a pele. Então os golpes continuavam, cortavam mais profundamente o tecido subcutâneo, produzindo primeiramente um gotejamento de sangue dos vasos capilares e veias da pele e finalmente jorros de sangue arterial das veias dos músculos.
- Além da tortura, Jesus era motivo de chacota, pois era denominado rei dos judeus. Os soldados romanos, ironicamente, vestiram um manto sobre os ombros de Jesus e colocaram um bastão em suas mãos como um cetro real. Em sua cabeça foi depositada uma coroa de espinhos.
Coroa de Espinhos
- Os espinhos utilizados na coroa eram agudos, longos e curvos. Uma vez cravados na cabeça de Jesus, os espinhos atingiram ramos de nervos que provocam dores terríveis quando são irritados. É o caso do nervo trigêmeo, na parte frontal do crânio, e do grande ramo occipital, na parte de trás.
- Cansados da brincadeira, os romanos arrancaram a túnica bruscamente.  O manto já tinha aderido às costas em carne viva junto aos coágulos de sangue e soro das feridas, e a sua retirada causava intensa dor. As feridas começaram a sangrar novamente.
- Após o suplício dessa coroação, amarraram nos ombros de Jesus a parte horizontal de sua cruz (cerca de 22 quilos) e penduraram em seu pescoço uma placa com o nome e o crime cometido pelo crucificado, em latim, INRI – Jesus de Nazaré, Rei dos Judeus.
- A parte vertical da cruz ficava esperando pelo condenado. Jesus teve que caminhar um pouco mais de meio quilômetro (entre 600 a 650 metros) para chegar ao lugar do suplício, conhecido como Golgotha, “lugar da caveira”. Hoje se chama, pela tradução latina, calvário.
- Antes de começar o suplício da crucificação, era costume dar uma bebida narcótica (vinho com mirra e incenso) aos condenados, com o fim de diminuir um pouco suas dores. Segundo o Evangelho, quando apresentaram essa bebida a Jesus, ele não quis bebê-la.
Cravos utilizados na crucificação
- Com os braços estendidos, mas não tensos, os pulsos eram cravados na cruz. Desta forma, os pregos de aproximadamente 12,5 centímetros eram provavelmente postos entre o rádio e os metacarpianos, ou entre as duas fileiras de ossos carpianos. Estes locais conseguiam sustentar o peso do corpo.
- Uma vez com o prego nos pulsos, a parte horizontal da cruz foi erguida e encaixada na parte vertical. Em seguida, colocaram o pé esquerdo sobre o direito, e deixando-os totalmente estendidos, atravessaram o prego, cravando-lhes na madeira e com os joelhos flexionados. A crucificação estava completa.
- Assim que Jesus pendia lentamente para respirar e colocava peso nos punhos, uma dor alucinante era sentida nas mãos, subia pelos braços e explodia no cérebro, uma vez que os pregos nos punhos pressionavam os nervos médios desse membro.
- O mesmo ocorria ao sustentar o peso do corpo nos pés. Após horas de sofrimento, os músculos quase totalmente paralisados traziam-lhe uma parcial asfixia e fortes dores vindas de suas costas quando estas eram esfregadas contra a madeira áspera.
- Segundo a medicina, Jesus pode ter morrido devido a perda de sangue no corpo (choque hipolovêmico) por causa das várias lesões. A perda de sangue levou a uma diminuição ou ausência de oxigênio no cérebro (hipoxia-anoxia) e subsequente insuficiência cardíaca e respiratória.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Anarquismo


        













 Quando falamos em “anarquia”, muitos acreditam que a expressão tem a ver com qualquer evento ou lugar carente de organização. Contudo, essa apropriação contemporânea está bem distante das teorias que integram o chamado pensamento anarquista, estabelecido logo depois que as contradições e injustiças do sistema capitalista já se mostravam visíveis no século XVIII.

          Um dos precursores do anarquismo foi William Godwin (1756 - 1836) que, já naquela época, propunha um novo tipo de arranjo social em que as pessoas não estivessem subordinadas à força dos governos e leis. Em sua perspectiva, acreditava ser possível que em um contexto dominado por princípios racionais e equilibrado entre as necessidades e vontades, seria possível conduzir a vida em sociedade. Além disso, também defendia o fim da propriedade privada.

           Já no século XIX, notamos que outros pensadores passam a aprofundar as discussões de natureza anárquica. Entre essa nova leva de teóricos podemos citar as contribuições dadas por Mikhail Bakunin, Joseph Proudhon, Enrico Malatesta, Leon Tolstoi, Max Stirner e Peter Kropotkin. Em geral, todos eles tentaram trilhar caminhos que pudessem conceber uma sociedade plenamente libertária.
            Conforme já salientado, os anarquistas concordavam que toda instituição dotada de poderes impedia o alcance da liberdade. Dessa forma, o Estado, a Igreja e muitos costumes são criticados na condição de verdadeiros entraves para o alcance de um mundo regido por pessoas livres. Paralelamente, as diferenças que identificam as classes sociais também seriam combatidas por meio da extinção das propriedades privadas.

             Em uma sociedade desprovida de Estado, a produção e o gerenciamento das riquezas seriam estipulados por meio de ações cooperativistas. Nesse contexto, todos alcançariam condições de possuírem uma vida minimamente confortável e ninguém teria sua força de trabalho explorada em benefício de um terceiro. Logo, a violência e a miséria dariam lugar para um novo mundo regido pela felicidade da ampla maioria.
              Assim como os socialistas, os anarquistas acreditavam na expressa necessidade de se realizar um movimento revolucionário que combatesse as autoridades vigentes. Apesar de tal concordância, os anarquistas não acreditavam que uma ditadura do proletariado fosse realmente necessária para que a sociedade comunista fosse alcançada. Em sua visão, a substituição de um governo por outro somente fortaleceria novas formas de repressão e desigualdade.

O que aconteceu com a Arca da Aliança?


          O livro não canônico de 2 Macabeus registra que bem antes da invasão babilônica, Jeremias “pela fé da revelação, havia desejado fazer-se acompanhar pela arca e pelo tabernáculo, quando subisse a montanha que subiu Moisés para contemplar a herança de Deus[quer dizer, Monte Nebo; veja também Deuteronômio 31:1-4]. No momento em que chegou, descobriu uma vasta caverna, na qual mandou depositar a arca, o tabernáculo e o altar dos perfumes; em seguida, tapou a entrada” (2:4-5). No entanto, “Alguns daqueles que o haviam acompanhado voltaram para marcar o caminho com sinais, mas não puderam achá-lo. Quando Jeremias soube, repreendeu-os e disse-lhes que esse lugar ficaria desconhecido, até que Deus reunisse seu povo e usasse com ele de misericórdia. Então revelará o Senhor o que ele encerra e aparecerá a glória do Senhor como uma densa nuvem, semelhante à que apareceu sobre Moisés e quando Salomão rezou para que o templo recebesse uma consagração magnífica” (2:6-8). Não se sabe se essa narrativa de segunda mão é correta, mas se for, não saberemos de certeza o que aconteceu até que o Senhor retorne, como a passagem fala no final.

           
        Outras teorias sobre onde a Arca perdida pode estar são dadas pelo rabinos Shlomo Goren e Yehuda Getz, os quais acreditam que a Arca está escondida embaixo da Montanha do Templo e foi lá enterrada antes que Nabucodonosor pudesse roubá-la. Infelizmente, o Templo do Monte é onde se encontra a Cúpula da Rocha, mesquita sagrada de Jerusalém, e a comunidade muçulmana local se recusa a deixar que o território seja escavado para tentar achar a Arca. Por isso não podemos saber se os rabinos estão corretos ou não. 

       Uma tradição irlandesa bem duvidável acredita que a Arca está enterrada sob o Monte de Tara na Irlanda. Alguns estudiosos acreditam que essa é a fonte da lenda irlandesa de “um pote de ouro no fim do arco-íris”. Lendas mais duvidosas ainda são as de Ron Wyatt e Crotser; Wyatt afirmando que já viu a Arca da Aliança enterrada sob o Monte Calvário, e Crotser afirmando que a viu no Monte Pisgah, perto do Monte Nebo. Esses dois homens não têm qualquer credibilidade com a comunidade arqueológica, pois nenhum deles pôde apresentar qualquer evidência para suas teorias. 

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Introdução a Simbologia pt 2: Símbolos místicos

      O termo símbolo, com origem no grego σύμβολον (sýmbolon), designa um elemento representativo que está (realidade visível) em lugar de algo (realidade invisível) que tanto pode ser um objeto como um conceito ou idéia, determinada quantidade ou qualidade. O "símbolo" é um elemento essencial no processo de comunicação, encontrando-se difundido pelo cotidiano e pelas mais variadas vertentes do saber humano. Embora existam símbolos que são reconhecidos internacionalmente, outros só são compreendidos dentro de um determinado grupo ou contexto (religioso, cultural, etc.).Ele intensifica a relação com o transcendente. Também pode ser uma palavra ou imagem que designa outro objecto ou qualidade por ter com estes uma relação de semelhança, até mesmo uma representação sonora ou visual.


Ankh é conhecida também como cruz ansata, era na escrita hieroglífica egípcia o símbolo da vida. Conhecido também como símbolo da vida eterna. Os egípcios a usavam para indicar a vida após a morte. Hoje, é usada como símbolo pelos neopagãos em sua crença na reencarnação. Originou-se de tiras de sandália, com relação de movimento, e movimento é vida.

Adotada na década de 80 como símbolo do vampirismo (pela relação de vida eterna) e vários bruxos e magos da vertente de magia egípcia o usam para indicarem o caminho que escolheram.




O bordão ou caduceu de Esculápio ou Asclépio é um símbolo antigo, relacionado com a astrologia e com a cura dos doentes através da medicina. Consiste de um bastão envolvido por uma serpente. Esculápio (em latim: Aesculapius) era o deus romano da medicina e da cura. Foi herdado diretamente da mitologia grega, na qual tinha as mesmas propriedades mas um nome sutilmente diferente: Asclépio (em grego: Ἀσκληπιός, transl. Asklēpiós).









O caduceu de Hermes. O caduceu, historicamente, não apareceu com Hermes, e é documentado entre os babilônios desde cerca de 3.500 a.C. As duas serpentes enroladas em torno de um bastão eram um símbolo do deus Ningishzida, que servia como um mediador entre os homens e deusa-mãe Ishtar ou o supremo, Ningirsu. Tinha o poder de fazer as pessoas dormirem ou acordarem, e também fazia a paz entre litigantes, além de ser um sinal visível de sua autoridade, usado como um cetro. Era representado nas entradas das casas possivelmente como um amuleto de boa fortuna, ou como um símbolo purificador. Foi adotado no Brasil como símbolo das Ciências Contábeis, por ser associado ao comércio.



Olho de Hórus,  'Udyat' ou ainda Olho de Rá é um símbolo, proveniente do Egito Antigo, que significa Poder e Morte, relacionado à divindade Hórus. Também relaciona-se à trindade egípcia Rá, Osíris e Hórus. Era um dos mais poderosos e mais usados amuletos no Egito em todas as épocas. Hoje em dia, o Olho de Horus adquiriu também outro significado e é usado para evitar o mal e espantar inveja (mau-olhado), mas continua com a idéia de trazer proteção, vigor e saúde. O olho original é o esquerdo, que foi ferido pelo deus Seth. O esquerdo relaciona-se à Lua, ao feminino, ao passivo, yin. E o direito relaciona-se com o Sol, o masculino, ao ativo, yang.



Yin Yang é, na filosofia chinesa, uma representação do príncipio da dualidade de yin e yang, o conceito tem sua origem no Tao (ou Dao), base da filosofia e metafísica da cultura daquele país. Segundo este princípio, duas forças complementares compõem tudo que existe, e do equilíbrio dinâmico entre elas surge todo movimento e mutação. Essas forças são:Yang: o princípio activo, diurno, luminoso, quente, masculino.
Yin: o princípio passivo, noturno, escuro, frio, feminino.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Revolução Francesa


         Algumas transformações que antecederam a Revolução Francesa podem ser exemplificadas pela mudança de significado da palavra “restaurante”. Desde o final da Idade Média, a palavra restaurante designava caldos ricos, com carne de aves e de boi, legumes, raízes e ervas. Em 1765 surgiu, em Paris, um local onde se vendiam esses caldos, usados para restaurar as forças dos trabalhadores. Nos anos que precederam a Revolução, em 1789, multiplicaram-se diversos restaurantes, que serviam pratos requintados, descritos em páginas emolduradas e servidos não mais em mesas coletivas e mal cuidadas, mas individuais e com toalhas limpas. Com a Revolução, cozinheiros da corte e da nobreza perderam seus patrões, refugiados no exterior ou guilhotinados, e abriram seus restaurantes por conta própria. Apenas em 1835, o Dicionário da Academia Francesa oficializou a utilização da palavra restaurante com o sentido atual.



A mudança do significado da palavra restaurante ilustra

a) a ascensão das classes populares aos mesmos padrões de vida da burguesia e da nobreza.
b) a apropriação e a transformação, pela burguesia, de hábitos populares e dos valores da nobreza.
c) a incorporação e a transformação, pela nobreza, dos ideais e da visão de mundo da burguesia.
d) a consolidação das práticas coletivas e dos ideais revolucionários, cujas origens remontam à Idade Média.
e) a institucionalização, pela nobreza, de práticas coletivas e de uma visão de mundo igualitária.
... QUESTÃO DE HISTÓRIA...
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Algumas transformações que antecederam a Revolução Francesa podem ser exemplificadas pela mudança de significado da palavra “restaurante”. Desde o final da Idade Média, a palavra restaurant designava caldos ricos, com carne de aves e de boi, legumes, raízes e ervas. Em 1765 surgiu, em Paris, um local onde se vendiam esses caldos, usados para restaurar as forças dos trabalhadores. Nos anos que precederam a Revolução, em 1789, multiplicaram-se diversos restaurateurs, que serviam pratos requintados, descritos em páginas emolduradas e servidos não mais em mesas coletivas e mal cuidadas, mas individuais e com toalhas limpas. Com a Revolução, cozinheiros da corte e da nobreza perderam seus patrões, refugiados no exterior ou guilhotinados, e abriram seus restaurantes por conta própria. Apenas em 1835, o Dicionário da Academia Francesa oficializou a utilização da palavra restaurante com o sentido atual.

A mudança do significado da palavra restaurante ilustra

a) a ascensão das classes populares aos mesmos padrões de vida da burguesia e da nobreza.
b) a apropriação e a transformação, pela burguesia, de hábitos populares e dos valores da nobreza.
c) a incorporação e a transformação, pela nobreza, dos ideais e da visão de mundo da burguesia.
d) a consolidação das práticas coletivas e dos ideais revolucionários, cujas origens remontam à Idade Média.
e) a institucionalização, pela nobreza, de práticas coletivas e de uma visão de mundo igualitária.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Colina do Vaticano - História das Catacumbas


   
       Nos cristãos do primeiro século em Roma não têm seus próprios cemitérios. Se eles tivessem terra, eles enterraram seus mortos ali, ou recorreram aos cemitérios comuns também utilizados por pagãos. Por esta razão São Pedro foi sepultado na “necrópole” (“City of the Dead”) na Colina do Vaticano, está aberto a todos, bem como St. Paul foi enterrado em uma necrópole da Via Ostia.
         Na primeira metade do segundo século, como resultado de vários subsídios e doações, os cristãos começaram a enterrar seus mortos no subsolo. Tinham assim começa as catacumbas. Muitos deles começou e se desenvolveu em torno túmulos familiares, cujos proprietários, os novos convertidos, a família não reservá-las, mas a abri-los aos seus irmãos na fé. Neste período se referem os nomes de alguns que se lembram do cimetri catacumbas ou proprietários, benfeitores, como as catacumbas de Priscila na Via Salaria, a Domitila Via das Sete Igrejas da Praetextatus Appia Pignatelli, as criptas de Lucina Appia de idade. Com o tempo, essas áreas de sepultamento alargado, por vezes, por iniciativa da própria Igreja. Típico é o caso das catacumbas de São Calisto, a Igreja assumiu diretamente para a organização e administração, o caráter da comunidade.
         Com o Édito de Milão, emitida pelo imperadores Constantino e Licínio em fevereiro de 313, os cristãos não eram mais perseguidos. Eles eram livres para professar a sua fé, construir igrejas e lugares de culto, dentro e fora das muralhas da cidade, e para comprar lotes de terra, sem medo de confisco. No entanto, as catacumbas continuou a funcionar como cemitérios regulares até o início do século quinto, quando a Igreja voltou a sepultar exclusivamente acima da terra ou nas basílicas dedicadas a mártires importantes. Durante este longo período de tempo (400-800 dC aproximadamente), as catacumbas foram considerados autênticos santuários dos mártires, e muitos peregrinos viajavam para visitar com o único propósito de orar em seus túmulos. Neste momento, especialmente, os devotos pertencem graffiti (orações curtas ou invocações de memória de ritos realizados, gravados no reboco das criptas por peregrinos) ea compilação de algumas rotas (verdadeiros guias das Catacumbas). 
         Quando os bárbaros (godos e lombardos) invadiu a Itália e veio para Roma, destruíram sistematicamente muitos monumentos e saquearam muitos lugares, inclusive as catacumbas.Impotente diante da devastação repetido tal, no século VIII e início do IX, os papas condenada a retirar as relíquias dos mártires e dos santos nas igrejas da cidade, por razões de segurança. Uma vez que a transferência das relíquias , as catacumbas não eram mais popular, na verdade, eles foram totalmente abandonadas, exceto as de San Sebastian, San Lorenzo e San Pancrazio. Com o tempo, deslizamentos de terra e vegetação obstruída e escondeu as entradas das outras catacumbas, de modo que se perderam até mesmo os vestígios. Durante a Idade Média, ninguém sequer sabia onde eles estavam. O estudo de exploração e científico das catacumbas começaram, séculos mais tarde, Antonio Bosio (1575-1629), apelidado de “Colombo da Roma subterrânea”. No último século, a exploração sistemática das catacumbas, e especialmente as de São Calisto, foi executado por Giovanni Battista de Rossi (1822-1894), que é considerado o pai e fundador da arqueologia cristã.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Independência dos Estados Unidos


       
         Por conta das Leis Intoleráveis, o clima de combate entre as colônias inglesas e a Metrópole foi significativamente ampliado ao longo do tempo. Nessa época, os colonos enviaram seus delegados a um congresso na Filadélfia, para solicitar a anulação imediata dessas leis. Consolidou-se no congresso uma Declaração dos Direitos dos Colonos, com a finalidade de pedir a extinção das limitações ao comércio e à indústria, bem como dos impostos abusivos.
Infelizmente não houve um posicionamento mais severo para desatar os laços coloniais com a Coroa Inglesa, pois o Congresso decidiu manter lealdade à Metrópole. A reação do governo foi ríspida, colocando suas tropas contra os colonos, iniciando, assim, uma guerra civil. O embate iniciou-se em 1775 nas cidades de Lexington e Concord, assumindo uma nova proporção, pois os colonos entraram na luta pela independência.
      Diante de ferrenha oposição, um segundo congresso na Filadélfia foi convocado. As posições contraídas nesse evento demonstraram explicitamente a intenção de lutar pela Independência dos Estados Unidos. Decidiu-se, então, formar um exército nacional, comandado por George Washington, e declarar guerra à Inglaterra. Grande conhecedor das ideias de John Locke e de outros pensadores iluministas, o advogado Thomas Jefferson, juntamente com Benjamin Franklin e outros intelectuais americanos escreveram A Declaração de Independência dos Estados Unidos, publicada em 4 de Julho de 1776. 
          Os americanos, visivelmente despreparados em relação aos ingleses, foram derrotados inúmeras vezes, porém ainda assim conseguiram desestabilizar o exército britânico alcançando a vitória na Batalha de Saratoga, em 1777. Nesse período de batalhas que assolavam a América, Benjamin Franklin conseguiu apoio da França e da Espanha, e, junto com esses aliados, conseguiu definitivamente derrotar os ingleses na Batalha de Yorktown. Assim, em 1773, com o Tratado de Paris, a Coroa Inglesa reconheceu a independência das suas colônias.
         Diferente da independência do Brasil os americanos precisaram lutar para se desatar do domínio da Inglaterra, entenda nesse resumo como ocorreu o processo de independência dos Estados Unidos da América, para entender melhor o drama dos norte-americanos vamos voltar ao início, quando o espanhol Cristóvão Colombo, um explorador contratado pela coroa espanhola chegou às ilhas do Caribe no ano de 1492, sendo o primeiro explorador que se tem notícia a pisar no continente americano. Mas na verdade a primeira visita européia registrada aos Estados Unidos foi a do conquistador espanhol Juan Ponce de León, que desembarcou no que ele nomeou de La Florida em 1513. 

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Ritos Maçônicos

        Na Maçonaria há graus simbólicos e filosóficos cujos nomes variam de rito para rito. Ritos são procedimentos e métodos usados para organizar as cerimônias e transmitir os ensinamentos, algo como levar a Luz Maçônica para o profano.  
        Das centenas de ritos que já existem, mais ou menos uns 50 deles são usados em todas as Lojas Maçônicas em todo o mundo. Cada Rito tem suas características particulares, assemelhando-se ou divergindo do outro em aspectos gerais, em detalhes, mas convergindo em pelo menos um ponto comum: a regularidade maçônica, isto é, o reconhecimento internacional amparado pela Constituição de Anderson.
         A legislação das Potências Simbólicas Maçônicas (Grandes Orientes e Grandes Lojas) permitem, geralmente, às suas Lojas, adotar o sistema de trabalho de qualquer Rito que lhes convenha, à condição de ser ele um Rito reconhecido e contanto que, qualquer que seja o número de seus graus, não possa aspirar à supremacia sobre outro. A Maçonaria é composta de vários Ritos reconhecidos e de outros que não o são. 

sexta-feira, 22 de junho de 2012

introdução à Simbologia Geral pt. 1

        O grande legado da simbologia se encontra na civilização egípcia, nos cultos religiosos. Nos quatro cantos do mundo há registros de símbolos criados pelos primeiros habitantes do planeta. A reflexão sobre a sua própria origem levou o homem a pesquisar estes sinais de comunicação. É interessante perceber como a simbologia aproxima os povos, mistura as culturas e decodifica muitos aspectos da vida moderna. Desde os significados dos nomes, passando por certos hábitos desenvolvidos por diferentes culturas, e até mesmo quanto ao desenho como forma de registro, entre muitos outros aspectos.
        A dinâmica da comunicação humana não deixa de criar novos símbolos que se juntam aos já existentes e convivem harmoniosamente no nosso dia-a-dia, sejam eles visuais ou dialéticos.

O fascinante mundo dos Simbolos

        A revelação que um simbolo encerra e a possibilidade de intuir seu significado despertam uma situação hiponótica, capaz de isolar-nos dos demais pensamentos até satisfazer a curiosidade de conhecer a sua origem, aplicação e significado.
         Fazendo uma viagem por diversos tipos de livros como os de história antiga, religião, seitas esoterismo, psicologia e ocultismo, quase sempre damos de cara com simbolos que parecem incompreensiveis, é como se algo importante estivesse oculto.
          Quando damos de cara com simbolos sejam eles simples ou mais dificeis de decifrar o mistério toma conta de nossa mente, mas isso é passageiro quando começamos conhecer mais sobre Simbologia, porque a interpretaçao de simbolos esta presente na humanidade desde o começo dos tempos.
          
         Aqui no blog colocarei sempre que possivel alguns simbolos que eu tenho conhecimento a algum tempo, e utilizarei livros que eu possuo em casa. Espero que aproveitem bem por que "uma imagem vale mais que mil palavras".