segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

O maior FILHO DA PU... da História do Brasil!!

           



        Arthur da Costa e Silva nasceu no dia 3 de outubro de 1899 em Taquari, Rio Grande do Sul. Filho de portugueses, estudou no colégio Militar de Porto Alegre, na Escola Militar do Realengo, no Rio de Janeiro, na Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais da Armada e na Escola de Estado-Maior do  Exército. Fez parte do movimento tenentista em 1922, quando foi preso e anistiado, e dez anos mais tarde, em 1932, participou da Revolução Constitucionalista que aconteceu em São Paulo.
        Já envolvido na política, fez parte do grupo do exército na embaixada do Brasil, na Argentina (1950-1952). Foi promovido a general de divisão em 1961 e liderou o comando do 4º Exército, em Recife (1961-1962). Ao lado de Castello Branco, Costa e Silva foi um dos principais articuladores do golpe de 1964, que depôs o presidente João Goulart, e fez parte da junta batizada de Comando Supremo da Revolução, formada pelo brigadeiro Correia de Melo e do almirante Augusto Rademaker.
O governo Costa e Silva (1967-1969), consolidou a ditadura no Brasil. Nesse período foram cessadas totalmente as liberdades democráticas. Assim que ele assumiu o governo, aumentou a repressão policial e acabou com possíveis oposições ao regime. A justificativa do presidente Costa e Silva para a permanência dos militares no poder era que havia muita oposição naquele momento.

A oposição enfrentada por Costa e Silva era estabelecida por três frentes:
Frente Ampla
Composta por políticos importantes como João Goulart e Juscelino Kubitschek. Essa frente recebeu também o apoio de políticos que haviam incentivado o golpe militar e que, naquele momento, discordavam dos rumos da ditadura. A Frente Ampla exigia do governo a anistia, assembleia constituinte e o retorno das eleições diretas. Eles também procuraram apoio junto aos sindicatos para obter o apoio popular. 
Grupos e Organizações de Esquerda
Após o Golpe Militar, o Partido Comunista Brasileiro (PCB) deu origem a diversos grupos e organizações de esquerda que eram a favor de um sistema socialista no país. O PCB defendia uma implantação pacífica do regime socialista; entretanto, havia os grupos de esquerda separados e esses defendiam a chamada “luta armada”, com interesse em retirar a ditadura do militar do poder.
Movimento Estudantil
A última frente que era contra Costa e Silva surgiu nas Universidades. Com o crescimento das vagas, também aumentou o número de estudantes nesse nível. Eles exigiam o retorno da democracia e eram contrários às decisões do Ministério da Educação. Com a organização dos estudantes, formou-se um forte Movimento Estudantil que tinha, entre os seus líderes, praticantes da esquerda. Após o golpe, o governo militar colocou a UNE (União Nacional dos Estudantes) na clandestinidade; porém, ela coordenava o movimento estudantil em todo o país, até mesmo na ilegalidade.
Em 1968, havia diversos movimentos que eram opositores do governo militar. A Frente Ampla realizava comícios e passeatas e conseguiram apoio até mesmo junto às Forças Armadas. Por outro lado, o movimento estudantil organizava-se e realizava vários protestos, sendo que o mais importante deles foi a passeata dos Cem Mil que ocorreu no Rio de Janeiro. Além disso, as organizações guerrilheiras atuavam nos grandes centros, fazendo com que os militares radicais solicitassem uma atitude do governo.
Em resposta a essas diversas oposições, o presidente fechou o Congresso Nacional e editou o AI-5. Com esse Ato Institucional, foram suspensas todas as liberdades democráticas e os direitos constitucionais, dando permissão à polícia para efetuar investigações, perseguições e prisões sem que fosse necessário solicitar um mandato judicial. Com essa suspensão, várias violações aos direitos humanos foram cometidas.
O mandato de Costa e Silva foi interrompido porque ele foi acometido por um derrame cerebral. O seu vice, Pedro Aleixo, por ser um civil, não tomou posse. Sendo assim, foi organizada uma Junta Militar com o Exército, Aeronáutica e a Marinha para assumir de forma provisória o governo. O afastamento de Costa e Silva somente foi solucionado com a escolha do general Emílio Garrastazu Médici para ser o novo presidente do regime militar.
              Nomeado para o ministério da Guerra durante a gestão de Castello Branco (1964-1966), afastou-se do cargo para candidatar-se às eleições indiretas pelo Arena (Aliança Renovadora Nacional). Foi eleito presidente da República em 3 de outubro, mediante abstenção de toda a bancada da oposição composta por políticos do MDB (Movimento Democrático Brasileiro).
                   Tomou posse no dia 15 de março de 1967. O período de seu governo foi marcado por forte agitação política, com importantes movimentos populares e políticos de oposição, como a Frente Ampla, liderada por Carlos Lacerda e apoiada por Juscelino Kubitschek e João Goulart. Este movimento tinha como proposta a redemocratização, anistia, eleições diretas para presidente e uma nova constituinte. Os protestos populares foram intensificados em 1968, com manifestações estudantis denunciando falta de verbas e oposições contra a privatização do ensino público. Como resposta às críticas, Costa e Silva instituiu o polêmico AI-5, que conferia ao presidente da República poder para fechar o Parlamento, cassar políticos e professores, indicar governadores e prefeitos. A economia apresentou crescimento durante o período, tanto na área industrial quanto na facilidade de crédito, política salarial e estabilidade na inflação. Delfim Netto foi o Ministro da Fazenda.

           Em agosto de 1969, Costa e Silva sofreu uma trombose cerebral e foi afastado do cargo, sendo substituído por uma junta militar. Faleceu no Rio de Janeiro, em 17 de dezembro de 1969.

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