sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

A Guerra do Paraguai


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                 Maior conflito armado da América do Sul, a Guerra do Paraguai teve início há exatos 150 anos, em 13 de dezembro de 1864, e terminou somente com a morte do líder paraguaio Solano López, em 1º de março de 1870.
O país mobilizou quase toda sua população para a guerra, onde enfrentou o exército da Tríplice Aliança, formada por Brasil, Uruguai e Argentina. A luta estendeu-se por anos, apesar da superioridade econômica e demográfica dos países aliados.
Os motivos que levaram López a declarar guerra ao Brasil são controversos. No entanto, os estudiosos concordam que o conflito teve consequências que ainda não foram superadas pelo Paraguai. Além de perder parte de seu território, o país teve sua infraestrutura destruída e viu o extermínio da quase totalidade de sua população. Ainda hoje, o país encontra-se atrasado em relação ao desenvolvimento de seus vizinhos. Entenda o desenrolar da guerra, com um resumo dos principais fatos até a morte de Solano López:


Maio de 1864 - Brasil envia representante ao Uruguai, que vivia uma guerra civil, para discutir as ameaças sofridas por cidadãos brasileiros em território uruguaio. Os brasileiros que tinham fazendas no interior reclamavam que sofriam assaltos violentos.
18 de junho de 1864 - Enviados do Brasil, Argentina e Inglaterra se reúnem para mediar o fim da guerra civil no Uruguai, com representantes tanto do governo oficial, de Atanásio Aguirre, quanto do chefe da rebelião, Venâncio Flores. Não há acordo e a guerra civil continua.
Agosto de 1864 - Governo brasileiro ameça intervir militarmente no Uruguai, caso o governo não puna os responsáveis pela violência contra brasileiros no país. Em nota enviada a diplomatas brasileiros, governo do Paraguai protesta contra qualquer invasão do território do Uruguai. 
30 agosto de 1864 - Uruguai rompe relações diplomáticas com o Brasil.
12 de outubro de 1864 - Brasil invade o Uruguai.
12 de novembro de 1864 - Em retaliação à invasão brasileira ao Uruguai, Paraguai apreende o vapor brasileiro Marquês de Olinda.
13 de dezembro de 1864 - O líder paraguaio Solano López declara guerra ao Brasil.

27 e 28 de dezembro de 1864 - Exército paraguaio ataca o forte Coimbra, atualmente na região de Mato Grosso do Sul.
Janeiro de 1864 - Exército paraguaio invade Corumbá, Miranda e Dourados.
7 de janeiro de 1865 - Decreto nº 3.371, do Império do Brasil, cria os Corpos de Voluntários da Pátria. São prometidas recompensas para quem se voluntariar à luta.
21 de janeiro de 1865 - Decreto nº 3.383, do Império do Brasil, convoca a Guarda Nacional para se juntar ao Exército. Era composta por cerca de 440 mil homens, mas pouco mais de 40 mil participaram do combate. Na época, o alistamento na Guarda tinha a função de mostrar status social.
1º de maio de 1865 -  Assinatura do Tratado da Tríplice Aliança por Brasil, Argentina e Uruguai.
Junho de 1865 -  Exército paraguaio invade o Rio Grande do Sul e ocupa Uruguaiana.
11 de junho de 1865 - Batalha do Riachuelo, em que a Marinha paraguaia é derrotada pelas
forças aliadas.

18 de agosto de 1865 - Soldados paraguaios em Uruguaiana se rendem.
16 de abril de 1866 - Exército aliado na Argentina cruza o rio Paraná e invade o Paraguai,
onde inicia marcha rumo à fortaleza de Humaitá.

24 de maio de 1866 - Batalha de Tuiuti, que é considerada a mais importante e uma das mais sangrentas da guerra. O exército paraguaio atacou os soldados da Tríplice Aliança que seguiam para Humaitá. Apesar das inúmeras mortes, os aliados venceram.
12 de setembro de 1866 - López pede encontro com Bartolomeu Mitre, governante da Argentina. Os dois se reúnem, mas não há acordo para o fim da guerra.
22 de setembro de 1866 - Exército da Tríplice Aliança ataca fortaleza de Curupaiti, mas é
derrotado pelos paraguaios. Foi a maior derrota aliada.

6 de novembro de 1866 - Decreto nº 3.725-A, do Império do Brasil, liberta escravos que servissem no exército contra o Paraguai.
Abril e maio de 1867 - Tropas aliadas invadem o Paraguai rumo à fazenda Laguna, mas são atacadas pelos paraguaios e obrigadas a recuar. Episódio é conhecido como Retirada da Laguna.

Igreja de Humaitá destruída (Foto: Fundação
Biblioteca Nacional)

Julho de 1867 - Tropas brasileiras partem em direção a Humaitá, para atacar a fortaleza.
15 de agosto de 1867 - Esquadra do governo imperial segue pelo rio Paraguai e ultrapassa a
fortaleza de Curupaiti, mas não tenta passar por Humaitá. Permanece seis meses entre as duas fortalezas e, apesar de bombardeá-las, não consegue destruí-las.

3 de março de 1868 - López deixa a Fortaleza de Humaitá e arma quartel-general em San
Fernando, distante cerca de 10 quilômetros.

25 de julho de 1868 -Exército aliado toma posse da Fortaleza de Humaitá.
Dezembro de 1868 -  Paraguaios são derrotados nas batalhas de Itororó, Avaí, e Lomas Valentinas, no que ficou conhecido por “dezembrada”.
1º de janeiro de 1869 - Tropas brasileiras invadem e saqueiam Assunção.
5 de maio de 1869 - Fundição de Ibicuí, onde eram feitas as armas do exército paraguaio, é
destruída.

16 de agosto de 1869 -  Batalha de Acosta-Ñu, em que 20 mil soldados da Tríplice Aliança
enfrentam e vencem as tropas formadas por 6 mil paraguaios, em sua maioria idosos e crianças. Em homenagem às vítimas, 16 de agosto se tornou o Dia das Crianças no Paraguai.


1º de março de 1870 -  Solano López é morto em Cerro Corá. O líder paraguaio foi ferido com um golpe de lança pelo brasileiro José Francisco Lacerda, o Chico Diabo, e foi atingido por um tiro de fuzil. A morte de López encerra a guerra.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

O maior FILHO DA PU... da História do Brasil!!

           



        Arthur da Costa e Silva nasceu no dia 3 de outubro de 1899 em Taquari, Rio Grande do Sul. Filho de portugueses, estudou no colégio Militar de Porto Alegre, na Escola Militar do Realengo, no Rio de Janeiro, na Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais da Armada e na Escola de Estado-Maior do  Exército. Fez parte do movimento tenentista em 1922, quando foi preso e anistiado, e dez anos mais tarde, em 1932, participou da Revolução Constitucionalista que aconteceu em São Paulo.
        Já envolvido na política, fez parte do grupo do exército na embaixada do Brasil, na Argentina (1950-1952). Foi promovido a general de divisão em 1961 e liderou o comando do 4º Exército, em Recife (1961-1962). Ao lado de Castello Branco, Costa e Silva foi um dos principais articuladores do golpe de 1964, que depôs o presidente João Goulart, e fez parte da junta batizada de Comando Supremo da Revolução, formada pelo brigadeiro Correia de Melo e do almirante Augusto Rademaker.
O governo Costa e Silva (1967-1969), consolidou a ditadura no Brasil. Nesse período foram cessadas totalmente as liberdades democráticas. Assim que ele assumiu o governo, aumentou a repressão policial e acabou com possíveis oposições ao regime. A justificativa do presidente Costa e Silva para a permanência dos militares no poder era que havia muita oposição naquele momento.

A oposição enfrentada por Costa e Silva era estabelecida por três frentes:
Frente Ampla
Composta por políticos importantes como João Goulart e Juscelino Kubitschek. Essa frente recebeu também o apoio de políticos que haviam incentivado o golpe militar e que, naquele momento, discordavam dos rumos da ditadura. A Frente Ampla exigia do governo a anistia, assembleia constituinte e o retorno das eleições diretas. Eles também procuraram apoio junto aos sindicatos para obter o apoio popular. 
Grupos e Organizações de Esquerda
Após o Golpe Militar, o Partido Comunista Brasileiro (PCB) deu origem a diversos grupos e organizações de esquerda que eram a favor de um sistema socialista no país. O PCB defendia uma implantação pacífica do regime socialista; entretanto, havia os grupos de esquerda separados e esses defendiam a chamada “luta armada”, com interesse em retirar a ditadura do militar do poder.
Movimento Estudantil
A última frente que era contra Costa e Silva surgiu nas Universidades. Com o crescimento das vagas, também aumentou o número de estudantes nesse nível. Eles exigiam o retorno da democracia e eram contrários às decisões do Ministério da Educação. Com a organização dos estudantes, formou-se um forte Movimento Estudantil que tinha, entre os seus líderes, praticantes da esquerda. Após o golpe, o governo militar colocou a UNE (União Nacional dos Estudantes) na clandestinidade; porém, ela coordenava o movimento estudantil em todo o país, até mesmo na ilegalidade.
Em 1968, havia diversos movimentos que eram opositores do governo militar. A Frente Ampla realizava comícios e passeatas e conseguiram apoio até mesmo junto às Forças Armadas. Por outro lado, o movimento estudantil organizava-se e realizava vários protestos, sendo que o mais importante deles foi a passeata dos Cem Mil que ocorreu no Rio de Janeiro. Além disso, as organizações guerrilheiras atuavam nos grandes centros, fazendo com que os militares radicais solicitassem uma atitude do governo.
Em resposta a essas diversas oposições, o presidente fechou o Congresso Nacional e editou o AI-5. Com esse Ato Institucional, foram suspensas todas as liberdades democráticas e os direitos constitucionais, dando permissão à polícia para efetuar investigações, perseguições e prisões sem que fosse necessário solicitar um mandato judicial. Com essa suspensão, várias violações aos direitos humanos foram cometidas.
O mandato de Costa e Silva foi interrompido porque ele foi acometido por um derrame cerebral. O seu vice, Pedro Aleixo, por ser um civil, não tomou posse. Sendo assim, foi organizada uma Junta Militar com o Exército, Aeronáutica e a Marinha para assumir de forma provisória o governo. O afastamento de Costa e Silva somente foi solucionado com a escolha do general Emílio Garrastazu Médici para ser o novo presidente do regime militar.
              Nomeado para o ministério da Guerra durante a gestão de Castello Branco (1964-1966), afastou-se do cargo para candidatar-se às eleições indiretas pelo Arena (Aliança Renovadora Nacional). Foi eleito presidente da República em 3 de outubro, mediante abstenção de toda a bancada da oposição composta por políticos do MDB (Movimento Democrático Brasileiro).
                   Tomou posse no dia 15 de março de 1967. O período de seu governo foi marcado por forte agitação política, com importantes movimentos populares e políticos de oposição, como a Frente Ampla, liderada por Carlos Lacerda e apoiada por Juscelino Kubitschek e João Goulart. Este movimento tinha como proposta a redemocratização, anistia, eleições diretas para presidente e uma nova constituinte. Os protestos populares foram intensificados em 1968, com manifestações estudantis denunciando falta de verbas e oposições contra a privatização do ensino público. Como resposta às críticas, Costa e Silva instituiu o polêmico AI-5, que conferia ao presidente da República poder para fechar o Parlamento, cassar políticos e professores, indicar governadores e prefeitos. A economia apresentou crescimento durante o período, tanto na área industrial quanto na facilidade de crédito, política salarial e estabilidade na inflação. Delfim Netto foi o Ministro da Fazenda.

           Em agosto de 1969, Costa e Silva sofreu uma trombose cerebral e foi afastado do cargo, sendo substituído por uma junta militar. Faleceu no Rio de Janeiro, em 17 de dezembro de 1969.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Malleus Maleficarum





        O Malleus Maleficarum, ou Martelo das Bruxas, é um livro escrito em 1486 por dois monges dominicanos: Heinrich Kramer e James Sprenger. 

       O Malleus Maleficarum é uma espécie de manual que ensinava os inquisidores a reco
nhecerem as bruxas e seus disfarces, além de identificar seus supostos malefícios, investigá-las e condená-las legalmente. Além disso, também continha instruções detalhadas de como torturar os acusados de bruxaria para que confessassem seus supostos crimes, e uma série de formalidades para a execução dos condenados. 

        O tratado afirmava ainda que as mulheres deveriam ser as mais visadas, pois são naturalmente propensas à feitiçaria. 
O livro foi amplamente usado por supostos "caçadores de bruxas" como uma forma de legitimar suas práticas.

       Alguns itens contidos no Malleus Maleficarum que tornavam as pessoas vulneráveis à ação da Santa Inquisição:
• Difamação notória por várias pessoas que afirmassem ser o acusado um Bruxo.
• Se um Bruxo desse testemunho de que o acusado também era Bruxo.
• Se o suspeito fosse filho, irmão, servo, amigo, vizinho ou antigo companheiro de um Bruxo.
• Se fosse encontrada a suposta marca do Diabo no suspeito.

Foto: Malleus Maleficarum

O Malleus Maleficarum, ou Martelo das Bruxas, é um livro escrito em 1486 por dois monges dominicanos: Heinrich Kramer e James Sprenger. 

O Malleus Maleficarum é uma espécie de manual que ensinava os inquisidores a reconhecerem as bruxas e seus disfarces, além de identificar seus supostos malefícios, investigá-las e condená-las legalmente. Além disso, também continha instruções detalhadas de como torturar os acusados de bruxaria para que confessassem seus supostos crimes, e uma série de formalidades para a execução dos condenados. 

O tratado afirmava ainda que as mulheres deveriam ser as mais visadas, pois são naturalmente propensas à feitiçaria. 
O livro foi amplamente usado por supostos "caçadores de bruxas" como uma forma de legitimar suas práticas.

Alguns itens contidos no Malleus Maleficarum que tornavam as pessoas vulneráveis à ação da Santa Inquisição:
• Difamação notória por várias pessoas que afirmassem ser o acusado um Bruxo.
• Se um Bruxo desse testemunho de que o acusado também era Bruxo.
• Se o suspeito fosse filho, irmão, servo, amigo, vizinho ou antigo companheiro de um Bruxo.
• Se fosse encontrada a suposta marca do Diabo no suspeito.

Fonte: tuathalunar.blogspot.com.br



O “Malleus Maleficarum”, em latim, ou Martelo das Bruxas é, talvez, o principal manual de diagnósticos para bruxas na época da Inquisição. Esse manual
foi publicado pela primeira vez em 1487 na Alemanha e dividia-se em três partes: reconhecimento de uma bruxa e seus disfarces, tipos de malefícios e, por fim, os procedimentos de condenação a serem seguidos quando uma bruxa fosse capturada.

Foi escrito por dois inquisidores, Heinrich Kraemer e James Sprenger, que se basearam nas declarações do Papa Inocêncio VIII em Summis desiderantes, o documento papal mais expressivo sobre bruxaria.

Inicialmente o Martelo das Bruxas foi reprovado pela Faculdade de Teologia da Universidade de Colônia, Alemanha, em 9 de maio de 1487, por ser antiético e violento. Assim, através de uma falsa nota de apoio da Universidade, Kraemer passou a distribuir edições do Malleus Maleficarum.

Pouco tempo depois da distribuição de edições, a Igreja proibiu o livro, colocando-o na Lista de Obras Proibidas (Index Librorum Prohibitorum). Ainda assim, com a suposta aprovação colocada no início do livro, as publicações continuaram e o livro foi ganhando fama.

O livro produziu um profundo impacto no julgamento de pessoas acusadas de bruxaria e pactos com demônios pela Igreja durante 200 anos, com máxima expressividade entre os séculos XVI e XVII.

Apesar de sua grande fama, o livro nunca foi usado oficialmente pela Igreja Católica.

O livro é vendido ainda hoje nas livrarias, com traduções para o Português.




Pombo GI Joe


       Era dia 18 de outubro de 1943, Segunda Guerra Mundial, e os americanos estavam preparando um bombardeio à Vila Colvi Vechia (Itália) para impedir a invasão das tro
pas alemãs por terra. Contudo, os alemães já haviam abandonado a região e, assim, os ingleses alcançaram a vila sem dificuldade.

       Entretanto, os americanos continuaram com os bombardeios e, assim, a tropa inglesa precisava informá-los para suspender os bombardeios. Todos os equipamentos de comunicação falharam e, então, como última medida, utilizaram o pombo GI Joe, que carregava uma mensagem pedindo para suspenderem os ataques o quanto antes, para evitar a morte dos soldados e dos habitantes da vila.

       O pombo voou aproximadamente 20 milhas (30 quilômetros) em apenas 20 minutos, carregando a mensagem. Finalmente o ataque foi suspenso, impedindo que mais de 1000 soldados ingleses morressem no bombardeio.Em 1946, GI Joe, pombo USA43SC6390, foi condecorado com a medalha Dickin PDSA.

GI Joe morreu no Jardim Zoológico de Detroit com 18 anos.

O usuário Vinícius Tamelline nos sugeriu, ainda, uma reportagem muito interessante sobre a descoberta de uma ossada de pombo utilizado durante a Segunda Guerra, carregando uma mensagem, provavelmente, “Top Secret”. Especialistas ainda estão tentando decodificá-la.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

20 fatos sobre a morte de Jesus C. na cruz


Símbolo máximo do cristianismo, a cruz é associada a Jesus Cristo e vista em igrejas e altares. Nesta postagem, vamos apresentar 20 fatos sobre a morte de Jesus Cristo na cruz, sob um ponto de vista menos religioso, e mais científico. Você vai saber como a cruz era utilizada na antiguidade como método de execução. Além disso, vai conhecer o que ocorreu com o corpo de Jesus durante o processo de crucificação.

Imagem de cruz romana

- A crucificação foi um método de execução cruel utilizado na Antiguidade e comum tanto em Roma quanto em Cartago. Abolido no século IV, por Constantino, consistia em torturar o condenado e obrigá-lo a levar até o local do suplício a barra horizontal da cruz, onde já se encontrava a parte vertical cravada no chão.
- Uma vez posto na cruz, de braços abertos, o condenado era amarrado e pregado na madeira pelos pulsos e pelos pés e morria, depois de horas de exaustão. A morte ocorria por parada cardíaca ou asfixia, pois a cabeça pendida sobre o peito dificultava a respiração.
- Acredita-se que a crucificação foi criada na Pérsia, sendo trazido no tempo de Alexandre para o Ocidente, sendo então copiado dos cartagineses pelos romanos. Neste ato combinavam-se os elementos de vergonha e tortura, e por isso o processo de crucificação era olhado com profundo horror.
- O castigo da crucificação começava com flagelação, depois do criminoso ter sido despojado de suas vestes. Na ponta do açoite, os soldados fixavam pregos, pedaços de ossos, e coisas semelhantes, podendo a tortura do açoitamento ser tão forte que às vezes o flagelado morria em consequência do açoite.
- Para abreviar a morte, os torturadores às vezes fraturavam as pernas do condenado, removendo totalmente sua capacidade de sustentação. No entanto, era mais comum a colocação de “bancos” no crucifixo, o que fazia com que a vítima vivesse por mais tempo. Nos momentos finais, falar ou gritar exigia um enorme esforço.
Jesus Cristo na cruz
- A crucificação é geralmente associada à Jesus Cristo que, segundo as escrituras, teria sido morto desta forma. Considerando o que é narrado nos Evangelhos, alguns pesquisadores, como Jim Bishop, analisaram cientificamente como foi o sofrimento de Jesus, desde de sua captura, até a sua morte.
- De acordo com os Evangelhos, no jardim do Getsêmani, Jesus Cristo suou gotas de sangue. Segundo a medicina, sob um grande stress emocional, vasos capilares nas glândulas sudoríparas (responsáveis pela transpiração) podem partir, misturando sangue com suor. Este fenômeno raro é chamado de hematidrose.
- Após ser levado à presença de Caifás e, posteriormente, de Pilatos, Jesus Cristo foi condenado. Em seguida, foi levado para ser torturado e flagelado. O açoite usado na flagelação era descido com toda a força vez após outra nos ombros, costas e pernas do condenado.
- No primeiro contato, o açoite cortava apenas a pele. Então os golpes continuavam, cortavam mais profundamente o tecido subcutâneo, produzindo primeiramente um gotejamento de sangue dos vasos capilares e veias da pele e finalmente jorros de sangue arterial das veias dos músculos.
- Além da tortura, Jesus era motivo de chacota, pois era denominado rei dos judeus. Os soldados romanos, ironicamente, vestiram um manto sobre os ombros de Jesus e colocaram um bastão em suas mãos como um cetro real. Em sua cabeça foi depositada uma coroa de espinhos.
Coroa de Espinhos
- Os espinhos utilizados na coroa eram agudos, longos e curvos. Uma vez cravados na cabeça de Jesus, os espinhos atingiram ramos de nervos que provocam dores terríveis quando são irritados. É o caso do nervo trigêmeo, na parte frontal do crânio, e do grande ramo occipital, na parte de trás.
- Cansados da brincadeira, os romanos arrancaram a túnica bruscamente.  O manto já tinha aderido às costas em carne viva junto aos coágulos de sangue e soro das feridas, e a sua retirada causava intensa dor. As feridas começaram a sangrar novamente.
- Após o suplício dessa coroação, amarraram nos ombros de Jesus a parte horizontal de sua cruz (cerca de 22 quilos) e penduraram em seu pescoço uma placa com o nome e o crime cometido pelo crucificado, em latim, INRI – Jesus de Nazaré, Rei dos Judeus.
- A parte vertical da cruz ficava esperando pelo condenado. Jesus teve que caminhar um pouco mais de meio quilômetro (entre 600 a 650 metros) para chegar ao lugar do suplício, conhecido como Golgotha, “lugar da caveira”. Hoje se chama, pela tradução latina, calvário.
- Antes de começar o suplício da crucificação, era costume dar uma bebida narcótica (vinho com mirra e incenso) aos condenados, com o fim de diminuir um pouco suas dores. Segundo o Evangelho, quando apresentaram essa bebida a Jesus, ele não quis bebê-la.
Cravos utilizados na crucificação
- Com os braços estendidos, mas não tensos, os pulsos eram cravados na cruz. Desta forma, os pregos de aproximadamente 12,5 centímetros eram provavelmente postos entre o rádio e os metacarpianos, ou entre as duas fileiras de ossos carpianos. Estes locais conseguiam sustentar o peso do corpo.
- Uma vez com o prego nos pulsos, a parte horizontal da cruz foi erguida e encaixada na parte vertical. Em seguida, colocaram o pé esquerdo sobre o direito, e deixando-os totalmente estendidos, atravessaram o prego, cravando-lhes na madeira e com os joelhos flexionados. A crucificação estava completa.
- Assim que Jesus pendia lentamente para respirar e colocava peso nos punhos, uma dor alucinante era sentida nas mãos, subia pelos braços e explodia no cérebro, uma vez que os pregos nos punhos pressionavam os nervos médios desse membro.
- O mesmo ocorria ao sustentar o peso do corpo nos pés. Após horas de sofrimento, os músculos quase totalmente paralisados traziam-lhe uma parcial asfixia e fortes dores vindas de suas costas quando estas eram esfregadas contra a madeira áspera.
- Segundo a medicina, Jesus pode ter morrido devido a perda de sangue no corpo (choque hipolovêmico) por causa das várias lesões. A perda de sangue levou a uma diminuição ou ausência de oxigênio no cérebro (hipoxia-anoxia) e subsequente insuficiência cardíaca e respiratória.