País: a ilha foi anexada pelo Chile, república na
costa Oeste da América do Sul, em 1888.
Localização: Oceano Pacífico, a mais ou menos 3.400 km da
costa do Chile, e a 3.700 km do Tahiti - ou seja, longe de tudo! Ilha de origem vulcânica, de formato triangular, Rapa
Nui tem cerca de 70 vulcões, mas nenhum entrou em atividade desde que a ilha
foi colonizada, há 1.300 anos atrás. O vulcão mais largo, Rano Kau, é visível
do espaço! O mais alto é o Terevaka.
A ilha tem uma praia de areia branca,
Anakena, mas a maior parte de sua costa é composta de pedra negra e penhascos
de centenas de metros de altura.
A ilha foi chamada "de Páscoa" pelo
almirante Roggeveen, que chegou à ilha num dia de Páscoa, em 1722.
A Ilha
A
Ilha da Páscoa, também conhecida como Rapa Nui, é o lugar habitado mais isolado
e misterioso do mundo - e também um dos sítios arqueológicos mais
impressionantes. É lá que estão os "moais", gigantescas estátuas de
pedra, algumas com até dez metros de altura e mais de 40 toneladas! São cerca
de 1.000, espalhadas por todo o local.
Só
recentemente cientistas explicaram quem era o povo que, há tanto tempo atrás,
construiu e transportou as estátuas maciças - às vezes por mais de 30km
(lembre-se, não havia camiões nem guindastes naquele tempo!). Até hoje, há quem
ache que os moais foram feitos por atlantis (habitantes da lendária cidade de
Atlântida) ou extra-terrestres!
Os Primeiros Habitantes
Rapa
Nui foi formada por uma série de erupções vulcânicas. Durante muito tempo, seus
únicos habitantes foram os pássaros e os insetos. Mas, por volta do século 400,
lá chegaram grupos de pessoas vindas da Polinésia, ilhas do Pacífico Sul.
Foi na praia de
Anakena, diz a lenda, que começou a colonização da ilha. Escavações feitas por
arqueólogos descobriram que esse era um lugar importante. É lá que está um dos
mais belos grupos de moais, o "Ahu Naunau". O solo vulcânico e a
vegetação rica da ilha deram bom alimento a esse povo. Calcula-se que a
população da ilha chegou a 7.000 pessoas!
Entre
1000 e 1600, os habitantes da ilha estiveram envolvidos em construir mais e
mais gigantes de pedra. Mas, entre o século XVIII e XIX, todas as estátuas
foram derrubadas e depredadas por eles próprios!
Os
Misteriosos Moais
Ninguém
sabe por que os habitantes se juntaram e viveram para construir tantas e tão
grandes estátuas de pedra, feitas da cratera do Rano Raraku. A pedra vulcânica
era fácil de escavar e esculpir. Mas, se uma estátua apresentava um defeito
durante sua criação, o povo simplesmente a abandonava e começava tudo de novo,
em outra parte da cratera.
Quando
cada estátua ficava pronta, era tirada da cratera, decoradoa e preparadas para
seguir viagem para seu lugar definitivo, um "ahu". Os "ahu"
eram plataformas cerimoniais (todo o processo de criação e colocação dos moais
era cercado de cerimônias religiosas) construídas para receber os moais.
Até
hoje, ninguém sabe por que esse povo se dedicou tanto a uma tarefa tão difícil.
Para que serviam os moais? Por que quase todos ficam voltados para o mar? Por
que eles tinham aquela forma? Por que eram necessárias tantas estátuas, e o que
diziam as inscrições feitas em suas costas e peito?
Simulações
feitas tempo em computador e, depois, testadas na própria ilha, explicam como
as estátuas eram transportadas: era preciso que cerca de 70 homens se
juntassem, deitando o moai e fazendo-o rolar troncos de palmeira colocados
perpendicularmente (como os dormentes do trilho de um trem).
A
Vingança da Natureza
Cada
ahu pertencia a um grupo diferente, e todos competiam para ver quem fazia o
melhor e mais alto moai. Ao longo do tempo, o povo foi exterminando as
florestas. A vegetação sumiu. A terra começou a erodir, ou seja, a ser
castigada e levada pelo mar, pelas águas e pelo vento. Ficou difícil conseguir
comida e água.
Com
raiva, os próprios habitantes começaram a destruir as estátuas. Tiraram seus
olhos, arrancaram suas cabeças. Derrubaram todas as estátuas com a face para
baixo (as que estão de pé, hoje, foram levantadas de novo pelos arqueólogos!).
Como não havia mais madeira para construir barcos e fugir da ilha, agora
completamente árida, só restou ao povo esperar pelo fim...
Cultura
Destruída
Mais
tarde, colonizadores chegaram à ilha, trazendo ainda mais desgraças.
Missionários vieram catequisar os nativos e infestaram-nos com doenças. Alguns
dizem que esses religiosos causaram mais danos do que qualquer outro grupo.
Mais, até, do que os comerciantes peruanos, que capturaram quase toda a população da ilha para
vendê-la como escravos!
No
final do século XIX, a população de nativos havia sido reduzida a 111 pessoas!
As
pessoas que escaparam, escondendo-se nas várias cavernas de Rapa Nui, foram
salvas pelos missionários que, então, começaram a destruir as esculturas e
objetos religiosos que a população local havia feito - afinal, eram esculturas
de deuses bárbaros, nada cristãs... Dentre o que foi destruído, estavam as
tabuletas Rongo-Rongo, que registravam o idioma dos Rapa Nui, que foi então
perdido para sempre. Este era o único idioma escrito de toda a Oceania.
Depois
que foi anexada pelo Chile, a população voltou a crescer. Mas, até hoje, é
muito mais ligada à cultura da Polinésia do que à chilena.





