quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

ESTÁTUAS DA ILHA DE PÁSCOA ESCAVAÇÕES REVELAM VERDADEIRO TAMANHO DAS ESTÁTUAS!!

País: a ilha foi anexada pelo Chile, república na costa Oeste da América do Sul, em 1888.
Localização: Oceano Pacífico, a mais ou menos 3.400 km da costa do Chile, e a 3.700 km do Tahiti - ou seja, longe de tudo! Ilha de origem vulcânica, de formato triangular, Rapa Nui tem cerca de 70 vulcões, mas nenhum entrou em atividade desde que a ilha foi colonizada, há 1.300 anos atrás. O vulcão mais largo, Rano Kau, é visível do espaço! O mais alto é o Terevaka.
            A ilha tem uma praia de areia branca, Anakena, mas a maior parte de sua costa é composta de pedra negra e penhascos de centenas de metros de altura.
A ilha foi chamada "de Páscoa" pelo almirante Roggeveen, que chegou à ilha num dia de Páscoa, em 1722.

A Ilha

A Ilha da Páscoa, também conhecida como Rapa Nui, é o lugar habitado mais isolado e misterioso do mundo - e também um dos sítios arqueológicos mais impressionantes. É lá que estão os "moais", gigantescas estátuas de pedra, algumas com até dez metros de altura e mais de 40 toneladas! São cerca de 1.000, espalhadas por todo o local.
Só recentemente cientistas explicaram quem era o povo que, há tanto tempo atrás, construiu e transportou as estátuas maciças - às vezes por mais de 30km (lembre-se, não havia camiões nem guindastes naquele tempo!). Até hoje, há quem ache que os moais foram feitos por atlantis (habitantes da lendária cidade de Atlântida) ou extra-terrestres!

Os Primeiros Habitantes

Rapa Nui foi formada por uma série de erupções vulcânicas. Durante muito tempo, seus únicos habitantes foram os pássaros e os insetos. Mas, por volta do século 400, lá chegaram grupos de pessoas vindas da Polinésia, ilhas do Pacífico Sul.
Foi na praia de Anakena, diz a lenda, que começou a colonização da ilha. Escavações feitas por arqueólogos descobriram que esse era um lugar importante. É lá que está um dos mais belos grupos de moais, o "Ahu Naunau". O solo vulcânico e a vegetação rica da ilha deram bom alimento a esse povo. Calcula-se que a população da ilha chegou a 7.000 pessoas!
Entre 1000 e 1600, os habitantes da ilha estiveram envolvidos em construir mais e mais gigantes de pedra. Mas, entre o século XVIII e XIX, todas as estátuas foram derrubadas e depredadas por eles próprios!

Os Misteriosos Moais

Descrição: https://1.bp.blogspot.com/-Fspz9MFwLbg/TzaFWXURuFI/AAAAAAAAEto/mKC0In7Q1IU/s1600/Ilha+de+P%25C3%25A1scoa+Est%25C3%25A1tuas+%252811%2529.jpg

Ninguém sabe por que os habitantes se juntaram e viveram para construir tantas e tão grandes estátuas de pedra, feitas da cratera do Rano Raraku. A pedra vulcânica era fácil de escavar e esculpir. Mas, se uma estátua apresentava um defeito durante sua criação, o povo simplesmente a abandonava e começava tudo de novo, em outra parte da cratera.

Quando cada estátua ficava pronta, era tirada da cratera, decoradoa e preparadas para seguir viagem para seu lugar definitivo, um "ahu". Os "ahu" eram plataformas cerimoniais (todo o processo de criação e colocação dos moais era cercado de cerimônias religiosas) construídas para receber os moais.
Até hoje, ninguém sabe por que esse povo se dedicou tanto a uma tarefa tão difícil. Para que serviam os moais? Por que quase todos ficam voltados para o mar? Por que eles tinham aquela forma? Por que eram necessárias tantas estátuas, e o que diziam as inscrições feitas em suas costas e peito?

Simulações feitas tempo em computador e, depois, testadas na própria ilha, explicam como as estátuas eram transportadas: era preciso que cerca de 70 homens se juntassem, deitando o moai e fazendo-o rolar troncos de palmeira colocados perpendicularmente (como os dormentes do trilho de um trem).

A Vingança da Natureza


Descrição: https://1.bp.blogspot.com/-hpnC8wLxPME/TzaFXoPCOkI/AAAAAAAAEtw/nQL2CIArnSw/s320/Ilha+de+P%25C3%25A1scoa+Est%25C3%25A1tuas+%25289%2529.jpg

Cada ahu pertencia a um grupo diferente, e todos competiam para ver quem fazia o melhor e mais alto moai. Ao longo do tempo, o povo foi exterminando as florestas. A vegetação sumiu. A terra começou a erodir, ou seja, a ser castigada e levada pelo mar, pelas águas e pelo vento. Ficou difícil conseguir comida e água.

Com raiva, os próprios habitantes começaram a destruir as estátuas. Tiraram seus olhos, arrancaram suas cabeças. Derrubaram todas as estátuas com a face para baixo (as que estão de pé, hoje, foram levantadas de novo pelos arqueólogos!). Como não havia mais madeira para construir barcos e fugir da ilha, agora completamente árida, só restou ao povo esperar pelo fim...

Cultura Destruída


Descrição: https://4.bp.blogspot.com/-i6nu20vz8d8/TzaFcZRMORI/AAAAAAAAEt4/YSLAXqhFKis/s320/Ilha+de+P%25C3%25A1scoa+Est%25C3%25A1tuas+%25282%2529.jpg

Mais tarde, colonizadores chegaram à ilha, trazendo ainda mais desgraças. Missionários vieram catequisar os nativos e infestaram-nos com doenças. Alguns dizem que esses religiosos causaram mais danos do que qualquer outro grupo. Mais, até, do que os comerciantes peruanos, que capturaram  quase toda a população da ilha para vendê-la como escravos!

No final do século XIX, a população de nativos havia sido reduzida a 111 pessoas!
As pessoas que escaparam, escondendo-se nas várias cavernas de Rapa Nui, foram salvas pelos missionários que, então, começaram a destruir as esculturas e objetos religiosos que a população local havia feito - afinal, eram esculturas de deuses bárbaros, nada cristãs... Dentre o que foi destruído, estavam as tabuletas Rongo-Rongo, que registravam o idioma dos Rapa Nui, que foi então perdido para sempre. Este era o único idioma escrito de toda a Oceania.


Depois que foi anexada pelo Chile, a população voltou a crescer. Mas, até hoje, é muito mais ligada à cultura da Polinésia do que à chilena.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Peste Negra

   Durante a Peste Negra na Idade Média, as cidades estavam tentando controlar as populações. Quando quisessem ter um filho, as pessoas deveriam solicitar uma permissão ao monarca, que lhes entregava uma placa que deveria colocar nas suas portas. Na placa dizia "Fornication Under Consent of the King" (F.U.C.K.)

          A condição inicial para o estabelecimento da peste foi a invasão da Europa pelo rato preto indiano Rattus rattus (hoje raro). O rato preto não trouxe a peste para a Europa, mas os seus hábitos mais domesticados e mais próximos das pessoas criaram condições para a rápida transmissão da doença. A sua substituição pelo Rattus norvegicus, cinzento e muito mais tímido, foi certamente importante no declínio das epidemias de peste na Europa a partir do século XVII.
           A peste foi quase certamente disseminada pelos mongóis, que criaram um império na estepe no final do século XIIIGêngis Khan com as suas hordas de nômades mongóis conquistou toda a estepe da Eurásia setentrional, da Ucrânia até à Manchúria. Teriam sido os mongóis que, após a sua conquista da China, foram infectados na região a sul dos Himalaias pela peste, já que essa região alberga um dos mais antigos reservatórios de roedores infectados endemicamente.
       Os guerreiros mongóis teriam então infectado as populações de roedores das planícies da Eurásia, da Manchúria à Ucrânia, cujos reservatórios de roedores infectados endemicamente existem hoje. Os ratos pretos das cidades e do campo da Europa ocidental não são suficientemente numerosos ou aglomerados em grandes comunidades para serem afetados endemicamente, e terão sido afetados pela epidemia do mesmo modo que as pessoas, morrendo em grandes quantidades até acabarem os indivíduos suscetíveis, ocorrendo nova epidemia quando surgia uma nova geração. Logo terão sido apenas os mediadores da infecção entre por um lado os mongóis e os roedores infectados da sua estepe, e os europeus.
              Deste modo explica-se que, ao contrário de qualquer época precedente, a peste tenha surgido em quase todas as gerações na Europa após o século XIV: estava estabelecido um reservatório da infecção logo às suas portas, na Ucrânia (onde de fato foram as epidemias mais frequentes, até à última que aí se limitou). Também é por esta razão explicado o facto da peste ter atingido simultaneamente a Europa, a China e o Médio Oriente, já que as caravanas da Rota da Seda facilmente comunicaram a doença a estas regiões limítrofes da estepe.
         Os efeitos demográficos, culturais e religiosos foram imensuráveis. A população desceu em mais de um terço. Os sobreviventes do povo e da pequena nobreza e burguesia provavelmente enriqueceram, por aumento dos salários devido à diminuição da mão-de-obra e descida dos preços das terras e das rendas. Os grandes proprietários rurais, dependentes totalmente do trabalho alheio, sofreram algum declínio econômico. Daí se explica a proclamação das leis do sumptuário, que proibiram aos vilões usar roupas caras como os nobres. Não estando as divisões sociais tão claras como antes a nível de propriedade, insistiu-se mais nos títulos.
            As perseguições às minorias aumentaram drasticamente, e especialmente os pogroms contra os judeus. O facto de a maioria dos médicos judeus pouco poder fazer, e do fanatismo religioso que se apossou das populações aterrorizadas, terá contribuído para a acusação e perseguição a essa minoria. Além disso os judeus tornaram-se suspeitos quando, devido às suas leis talmúdicas de higiene (cumpridas rigorosamente), as suas vítimas foram em menor número que as de comunidades cristãs. Houve mais de 150 massacres e dezenas de comunidades judaicas menores foram exterminadas pelos motins dos cristãos, facilmente incitados pelos priores locais, apesar das condenações pelos altos clérigos. A perseguição dos judeus na Alemanha levou à sua emigração em massa para a Polónia e para a Rússia, onde mantiveram a língua alemã, a língua iídiche ou ambas.

           Os leprosos também foram perseguidos, culpados como os judeus de disseminar a doença (a lepra naturalmente não tem nenhuma relação com a peste). Vários movimentos religiosos surgiram do terror que alimentava o misticismo e descredibilizava as formas religiosas mais tradicionais. Os flagelantes que acreditavam na libertação pela auto martirização e pela dor cresceram radicalmente em números, e foram no Sacro Império Romano-Germânico e outros estados os principais responsáveis pela perseguição fanática aos judeus.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Egito moderno


       


    Os estudantes de História lembram do Egito dos tempos dos faraós e das famosas pirâmides. Poucas vezes, em sala de aula, temos a oportunidade de discutir o Egito moderno, principalmente a partir do século XIX. Do ponto de vista cultural e civilizatório, o Egito dos tempos atuais não guarda mais semelhanças com o antigo. Atualmente é um país de língua árabe, religião muçulmana e embora localizado no Nordeste da África, situa-se em termos geopolíticos no contexto do Oriente Médio e de seus graves problemas. Pode-se dizer que a inserção do Egito nesse novo plano teve início em 1869 com a abertura do canal de Suez (no istmo do Sinai, à leste do território egípcio), de importância vital para a economia dos países ocidentais que estavam se industrializando. Estes passaram a ter acesso mais rápido ao Oceano Índico e ao Oriente com os seus importantes mercados para os produtos europeus. Eram os tempos da expansão imperialista das potências ocidentais, liderados por Inglaterra e França. Em 1882, a Inglaterra iniciou uma ocupação militar (principalmente na zona do canal de Suez que os ingleses passaram a controlar) que perdurou por mais de meio século, embora em termos formais o Egito tivesse um governo próprio. Os egípcios eram discriminados e tratados como cidadãos de segunda classe em seu próprio território.
       Uma característica permaneceu dos tempos do Egito dos faraós, a economia agrícola no vale fértil do rio Nilo, sustentada por um campesinato extremamente pobre e em bases semi-feudais.
Em 22.07.1952, um golpe militar, articulado pelo grupo dos "Oficiais Livres", derrubou a monarquia corrupta do rei Faruk e implantou um governo nacionalista, liderado inicialmente pelo general Mohammed Naguib e pelo coronel Gamal Abdel Nasser. Este último não pretendia apenas a derrubada do governo impopular que estava no poder, mas também um programa de reformas sociais, como o da redistribuição das terras aos felás (camponeses) e a modernização econômica do país. Inicialmente, Naguib tornou-se primeiro-ministro, mas as divergências com Nasser acabaram levando ao seu afastamento do cargo em 1954 e depois à sua prisão. Nasser assumiu o comando do Estado, implantou a reforma agrária, construiu a famosa represa de Assuã no rio Nilo para ampliar as terras irrigadas e iniciou uma tentativa de união dos países árabes: o pan-arabismo. Sob sua liderança, o Egito foi um dos participantes da Conferência de Bandung (1955) que deu origem ao bloco dos não-alinhados nos tempos da Guerra Fria (conflito entre os Estados Unidos e a União Soviética).
        Contudo, a grande realização de Nasser e que o tornou o grande líder do mundo árabe foi a nacionalização do canal de Suez em 1956, enfrentando as velhas potências imperialistas, Inglaterra e França, que pressionadas pelas novas, E.U.A. e União Soviética, tiveram de recuar diante das pretensões de Nasser.
      Por outro lado, Israel via no pan-arabismo uma ameaça à sobrevivência do novo Estado judeu em função dos litígios deste com o povo palestino (de origem  árabe) e a crescente influência de Nasser na região. Por sua vez, os palestinos, sob domínio de Israel, viam no Egito e na Síria um apoio à sua luta de libertação e de criação de um Estado nacional (problema que perdura até hoje). A Guerra dos Seis Dias em 1967 representou uma grande derrota para Nasser diante de Israel, mais bem armado e equipado e com um território ainda maior (Israel ocupou nessa mesma guerra a península do Sinai, a faixa de Gaza, a Cisjordânia e as colinas de Golã da Síria).
      Na foto acima, publicada no jornal "Última Hora" de 06.09.1954, vemos o general Naguib (à esquerda) e o coronel Nasser (à direita) com o beijo de uma aliança política que já estava no fim. Nesse mesmo ano, Naguib foi afastado.
      Nasser morreu em 1970. O seu período marcou o início da presença dos militares no governo egípcio por meio de seus sucessores e que perdura até os dias de hoje, apesar da queda de Osni Mubarak, último herdeiro do nasserismo, no início da "primavera árabe" em 2011.



terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Civilização Asteca





     Povo guerreiro, os astecas habitaram a região do atual México entre os séculos XIV e XVI. Fundaram no século XIV a importante cidade de Tenochtitlán (atual Cidade do México), numa região de pântanos, próxima do lago Texcoco.
      A sociedade era hierarquizada e comandada por um imperador, chefe do exército. A nobreza era também formada por sacerdotes e chefes militares. Os camponeses, artesãos e trabalhadores urbanos compunham grande parte da população. Esta camada mais baixa da sociedade era obrigada a exercer um trabalho compulsório para o imperador, quando este os convocava para trabalhos em obras públicas (canais de irrigação, estradas, templos, pirâmides).
      Durante o governo do imperador Montezuma II (início do século XVI), o império asteca chegou a ser formado por aproximadamente 500 cidades, que pagavam altos impostos para o imperador. O império começou a ser destruído em 1519 com as invasões espanholas. Os espanhóis dominaram os astecas e tomaram grande parte dos objetos de ouro desta civilização. Não satisfeitos, ainda escravizaram os astecas, forçando-os a trabalharem nas minas de ouro e prata da região.
Os astecas desenvolveram muito as técnicas agrícolas, construindo obras de drenagem e as chinampas (ilhas de cultivo), onde plantavam e colhiam milho, pimenta, tomate, cacau etc. As sementes de cacau, por exemplo, eram usadas como moedas por este povo.
O artesanato a era riquíssimo, destacando-se a confecção de tecidos, objetos de ouro e prata e artigos com pinturas.
     A religião era politeísta, pois cultuavam diversos deuses da natureza (deus Sol, Lua, Trovão, Chuva) e uma deusa representada por uma Serpente Emplumada. A escrita era representada por desenhos e símbolos. O calendário maia foi utilizado com modificações pelos astecas. Desenvolveram diversos conceitos matemáticos e de astronomia.
    Na arquitetura, construíram enormes pirâmides utilizadas para cultos religiosos e sacrifícios humanos. Estes, eram realizados em datas específicas em homenagem aos deuses. Acreditavam, que com os sacrifícios, poderiam deixar os deuses mais calmos e felizes.

Civilização Inca




      Os incas viveram na região da Cordilheira dos Andes (América do Sul ) nos atuais Peru, Bolívia, Chile e Equador. Fundaram no século XIII a capital do império: a cidade sagrada de Cusco. Foram dominados pelos espanhóis em 1532.
      O imperador, conhecido por Sapa Inca era considerado um deus na Terra. A sociedade era hierarquizada e formada por: nobres (governantes, chefes militares, juízes e sacerdotes), camada média ( funcionários públicos e trabalhadores especializados) e classe mais baixa (artesãos e os camponeses). Esta última camada pagava altos tributos ao rei em mercadorias ou com trabalhos em obras públicas.
       Na arquitetura, desenvolveram várias construções com enormes blocos de pedras encaixadas, como templos, casas e palácios. A cidade de Machu Picchu foi descoberta somente em 1911 e revelou toda a eficiente estrutura urbana desta sociedade. A agricultura era extremamente desenvolvida, pois plantavam nos chamados terraços (degraus formados nas costas das montanhas). Plantavam e colhiam feijão, milho (alimento sagrado) e batata. Construíram canais de irrigação, desviando o curso dos rios para as aldeias. A arte destacou-se pela qualidade dos objetos de ouro, prata, tecidos e jóias.
Domesticaram a lhama (animal da família do camelo) e utilizaram como meio de transporte, além de retirar a lã , carne e leite deste animal. Além da lhama, alpacas e vicunhas também eram criadas.
      A religião tinha como principal deus o Sol (deus Inti). Porém, cultuavam também animais considerados sagrados como o condor e o jaguar. Acreditavam num criador antepassado chamado Viracocha (criador de tudo).
Criaram um interessante e eficiente sistema de contagem : o quipo. Este era um instrumento feito de cordões coloridos, onde cada cor representava a contagem de algo. Com o quipo, registravam e somavam as colheitas, habitantes e impostos. Mesmo com todo desenvolvimento, este povo não desenvolveu um sistema de escrita.

Civilização Maia





    O povo maia habitou a região das florestas tropicais das atuais Guatemala, Honduras e Península de Yucatán (região sul do atual México). Viveram nestas regiões entre os séculos IV a.C e IX a.C. Entre os séculos IX e X , os toltecas invadiram essas regiões e dominaram a civilização maia.
   Nunca chegaram a formar um império unificado, fato que favoreceu a invasão e domínio de outros povos. As cidades formavam o núcleo político e religioso da civilização e eram governadas por um estado teocrático.O império maia era considerado um representante dos deuses na Terra.
     A zona urbana era habitada apenas pelos nobres (família real), sacerdotes (responsáveis pelos cultos e conhecimentos), chefes militares e administradores do império (cobradores de impostos). Os camponeses, que formavam a base da sociedade, artesão e trabalhadores urbanos faziam parte das camadas menos privilegiadas e tinham que pagar altos impostos.
     A base da economia maia era a agricultura, principalmente de milho, feijão e tubérculos. Suas técnicas de irrigação eram muito avançadas. Praticavam o comércio de mercadorias com povos vizinhos e no interior do império.
Ergueram pirâmides, templos e palácios, demonstrando um grande avanço na arquitetura. O artesanato também se destacou: fiação de tecidos, uso de tintas em tecidos e roupas.
     A religião deste povo era politeísta, pois acreditavam em vários deuses ligados à natureza. Elaboraram um eficiente e complexo calendário que estabelecia com exatidão os 365 dias do ano. Assim como os egípcios, usaram uma escrita baseada em símbolos e desenhos (hieróglifos). Registravam acontecimentos, datas, contagem de impostos e colheitas, guerras e outros dados importantes.
    Desenvolveram muito a matemática, com destaque para a invenção das casas decimais e o valor zero.